Mortal Kombat 2 chega como uma sequência que acerta em vários pontos e entrega exatamente o que muita gente esperava: mais respeito aos personagens, mais nostalgia e, principalmente, mais lutas.
Ao mesmo tempo, a história fica um pouco abaixo do que poderia ser, o que reforça a sensação de que o grande destaque mesmo está nas cenas de combate.
Uma sequência que conserta o que faltou antes
O filme corrige vários erros que apareceram no primeiro e faz com que os personagens funcionem melhor na tela. A adaptação também passa um forte ar de nostalgia, algo que ajuda a aproximar ainda mais o público desse universo.
Entre os personagens, Johnny Cage era uma das maiores dúvidas, mas acabou funcionando dentro da história apresentada. Ainda assim, a sensação é de que ele poderia ter sido melhor aproveitado.
As lutas são o coração do filme
Se a história deixa um pouco a desejar, as lutas compensam. É nelas que o filme realmente ganha força e entrega os momentos mais marcantes.
Duas disputas se destacam mais do que as outras: Liu Kang versus Kung Lao, que inverte a amizade dos dois no primeiro filme, e Scorpion versus o finado Sub-Zero, agora Noob Saibot com sua sombra. Essa segunda luta, em especial, parece feita para quem cresceu com a trilha de Mortal Kombat na cabeça.
No geral, as sequências de combate ficaram muito bacanas e sustentam boa parte da experiência.
Sindel e a sensação de espaço desperdiçado
Nem todo mundo saiu bem servido da história. A personagem que mais parece ter sido mal utilizada é Sindel, em um ponto que chama atenção justamente por limitar o potencial dela dentro da trama.
Isso reforça a ideia de que o filme acerta no espetáculo, mas não aproveita igualmente todos os nomes que coloca em cena.
Tem pós-crédito?
Mortal Kombat 2 não tem cena pós-crédito, mas deixa no ar a possibilidade de um terceiro filme, ainda não confirmado. Para quem gosta de acompanhar até o fim, a mensagem final fica clara: o universo ainda pode continuar.
Na avaliação final, o filme recebe nota 3,5 de 5.
Em resumo, Mortal Kombat 2 entrega boas lutas, resolve problemas do passado e acerta no tom de nostalgia, mas ainda deixa a sensação de que a história poderia ir mais longe.