Chegou ao fim a terceira temporada de A Casa do Dragão, e a sensação que fica é de novo um encerramento abaixo do que a série merecia. Mesmo com paralelos sensacionais com Game of Thrones, o último episódio não entregou tudo o que esse universo costuma prometer.
Foi uma temporada padrão, cheia de mortes, mas com pouca gente realmente fazendo falta. Ainda assim, alguns personagens e cenas conseguiram se destacar — e outros ficaram devendo bastante.
Um fim com bons paralelos, mas pouco impacto
O último episódio trouxe referências e paralelos com Game of Thrones que ficaram sensacionais. A batalha também foi um dos pontos altos, com a presença imponente de Daemon, embora ele tenha levado um sacode daqueles e tenha ficado completamente desnorteado quando percebeu que a cidade estava perdida.
Grande parte dessa virada passou por culpa de Ulf, que serve como exemplo claro de que nem todo mundo deveria ter poder. Ao mesmo tempo, o reencontro entre os irmãos Aegon e Aemond reforça a sensação de que, se estivessem juntos, muita coisa teria mudado.
Personagens que renderam e outros que sumiram
Entre os acertos da temporada, Sir Roderick apareceu como um dos melhores personagens introduzidos. Já Ormund Hightower, na visão mais dura dessa análise, chegou tarde.
Também chama atenção a presença de Alys Rivers, que acabou ocupando um espaço que muitos imaginavam ser de Melisandre. A expectativa é de que isso ainda renda muito pano pra manga.
Rhaenyra, Helaena e os pontos que ficaram pelo caminho
Do outro lado da história, Rhaenyra fala demais, inclusive sobre a profecia com os caminhantes brancos, o que já começa a gerar ranço em quem acompanha a trama mais de perto. Já os bordados de Helaena funcionaram quase como um spoiler do que viria, mostrando ela sentada no trono, se machucando, com os dragões ao redor morrendo.
Apesar disso, muita coisa ficou faltando. Os filhos mais novos de Rhaenyra praticamente passaram batido, Dreamfyre nem apareceu e a própria Helaena merecia mais história. Outro nome que decepcionou foi Daeron Targaryen, que parecia destinado a ter um papel enorme no desfecho, mas simplesmente não fez nada. Mesmo com um dragão pequeno, ainda havia espaço para participação mais marcante.
Nota final: três
No fim, a avaliação fecha em nota 3 de 5. Houve episódios que prenderam bastante a atenção, mas a história ainda está longe de alcançar o impacto de Game of Thrones.
Agora, a espera pela continuação vai até 2028. Até lá, o debate segue aberto: houve bons momentos, mas o final da terceira temporada deixou a impressão de que A Casa do Dragão ainda não entregou o encerramento que essa série merece.